domingo, 8 de maio de 2011

BENDITA ÉS TU, MÃE, ENTRE AS MULHERES



No evangelho de Lucas, no capítulo primeiro, Isabel diz a Maria :”Bendita és, tu, entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”. Nestas palavras de Isabel encontramos um belo louvor ao dom da maternidade. 
Claro que o evangelista se refere a maternidade de Maria que, com seu “ser mãe”, colabora com o projeto amoroso de Deus que quis ter uma mãe e participar de nossa humanidade como caminho de salvação para todos os seres humanos.

Deste modo, Deus revela que a maternidade é também dom de salvação para a humanidade devendo, portanto, ser tratada com respeito, dignidade e gratidão.

Inspirado neste texto quero deixar neste dia também meu louvor a todas as mulheres que assumiram este dom e vivem esta vocação em meio a alegrias e desafios...

Bentida és tu, MÃE, entre todas as mulheres, pelo dom da vida que geras em teu ventre!

Bentida és tu, MÃE, pelo teu ventre fecundo e teu seio farto de onde brotam a vida e o sustento da humanidade em qualquer língua, cultura ou religião!

Bentida és tu, MÃE, pelo amor entregue em cada gesto de cuidado, carinho, sacrifício!

Bentida és tu, MÃE, pela vida doada nas renúncias para que pudéssemos viver e crescer: horas de sono perdidas, desejos pessoais abdicados, planos alterados!

Bentida és tu, MÃE, pela dureza misturada com ternura nas horas difíceis em que precisas educar e corrigir, ensinando que não estamos sempre certos e que os erros fazem parte da vida!

Bentida és tu, MÃE, por não nos deixar crescer em teu coração, mas sempre nos amar como teus filhinhos!

Bentida és tu, MÃE, por sempre ficar ao nosso lado, mesmo quando erramos, para que não nos sintamos sozinhos e para que possamos reencontrar o caminho!

Bentida és tu, MÃE, porque mais do que com palavras, nos ensinas com a vida que o amor não é feito de boas intenções, mas de gestos concretos vividos a cada dia!

Bentida és tu, MÃE, que divides tua vida entre o trabalho e o lar, numa jornada dupla de trabalho, para ajudar a sustentar a família e dar dignidade aos teus filhos!

Bentida és tu, MÃE, que sem um companheiro, precisa ser também “pai”, redobrando os esforços para nos amar, educar e sustentar.

Bentida és tu, MÃE, e sempre serás bendita, mesmo que alguém abandone seu próprio filho ou queira tirar-lhe a vida, pois o ser MÃE é um dom, uma vocação, que existe para o bem de todos nós, indo além da dimensão biológica.

Bentida és tu, MÃE!

Pe. Augusto Lívio.

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