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terça-feira, 9 de novembro de 2010

O SACRIFÍCIO AGRADÁVEL A DEUS: o sacrifício de quem ama


 Meditação a partir de: Os 6,6; Fl 3,8.10; Sl 51(50), 18-19


                       Aquele que ama dar-se a si mesmo, lança-se em direção do objeto de seu amor, pois o amor é assim: Faz o amante lançar-se em direção do amado com tudo o que tem e com tudo o que é.
O amante, assim lançado, encontra-se no amado e nele realiza-se, pois o amado também ama o amante e, num movimento de amor recíproco, também se dá a conhecer com tudo o que é e tem em si.
Conhecendo, então, o amado, o amante nada mais quer nem deseja, mas somente caminha, firmemente, para frente, na esperança da consumação plena deste amor.
Diante de tal realidade, os sacrifícios e ofertas perdem seu sentido, pois o amor é o “sacrifício” que empurra o amante a dar-se por inteiro ao amado, não se anulando, mas com tudo o que é e tem.
Tudo o mais que não favorece tal caminho é relativo e dispensável. O que favorece este caminho é meio, não fim, para se chegar a esta perfeita união.
Porém, tudo começa com uma experiência concreta, dentro da vida, que vai sendo revivida e aprofundada, como setas que indicam o caminho a seguir.
Toda prática exterior precisa  ser motivada por este conhecimento que se dá na experiência do amor, senão Deus não se agrada e rejeita esta prática.
Lembrando de Lc 18, 9-14, entende-se como Jesus apresenta esta relação entre sacrifício e misericórdia; amante e amado. O fariseu ofereceu os “sacrifícios e ofertas”  e o publicano ofereceu o seu “amor” arrependido. O primeiro ofereceu somente a “casca”. O segundo ofereceu a vida, o “miolo”.
  

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